•Ina gcónaí leo féin•
No mundo real é tudo diferente. Filmes e desenhos mostram pessoas que descobrem algum talento e logo são descobertas por alguém e encaminhadas a fazer a coisa certa... Pessoas que têm uma chance de aprender e descobrir o que está acontecendo consigo mesmas. Bem, comigo não foi assim. Minha vida foi feita por mim, eu mesma me criei, eu mesma me descobri.
O dia em Dublin amanheceu chuvoso, com apenas uns feixes de luz em certos pontos. Logo crianças começaram a levantar e descer pelos os longos corredores molhados para tomar seu café. Uma garota dos cabelos louros e cacheados (cercada por outras garotas) passou por mim, seguindo seu rumo ao refeitório com um ar superior.
Ridícula, pensou uma menina rancorosa um pouco à minha frente, de longos cabelos negros, ela pensa que é superior a quem?
- Bom dia! - exclamou uma Sra. Frigda correndo pelos corredores, atrasada, com seu tom frio de sempre.
O refeitório do orfanato era grande e arejado, com grandes janelas em dois de seus grandes paredões. Três mulheres estavam atrás de uma espécie de barreira, para servir a comida. Havia mesas pra seis ou sete pessoas espalhadas por todo o refeitório e quase todas estavam lotadas. Menos uma. E era para onde a menina dos cabelos negros estava indo.
Laura sentou-se primeiro. Logo em seguida sentei-me ao seu lado, e então ela me encarou.
- Quem é você? - disse em tom esnobe.
Eu não era boa nisso... O que eu tinha que fazer? O que eu tinha que falar? Não tinha o que falar. Laura piscou três ou quatro vezes e começou a encarar a guria loura. Nojenta.
- Nojenta! - disse Laura, com um tom estressado.
- O que? Quem? - minha voz doce e calma chutou pra longe minha falsidade, quase me convencendo de que eu realmente não sabia de quem ela estava falando.
- Rachel, você está bem? - Laura tinha um tom engraçado, de espanto - Jessica, é claro! Quem mais? Acredita que hoje eu acordei toda branca de pasta de dente? Aposto que foi ela... Ela sempre arruma alguma maneira de me irritar. Não agüento mais aquela vaca... Vadia!
Vadia, vadia, vadia! A raiva subia pra minha cabeça. Tomara que se dê mal, Laura desejou. Tomara que passe mal de dor.
E seu desejo foi crescendo na minha mente, como se tudo o que eu mais precisasse estivesse ali, na mente dela. Como se os pensamentos dela fossem meus, como se meus olhos enxergassem através daqueles olhos verdes e profundos... Eu odeio aquela vadia.
- Jessica? - gritou uma de suas vadiazinhas, quando ela parou de falar e começou a olhar pra todos os lados com os olhos marejados de lágrimas, com um ar de medo. - Jessica, você está bem?
E Jessica desmaia de dor. O desespero começou a crescer dentro de Sandra e Rachel como se Jessica estivesse morrendo. Laura olhou pra Jessica sem entender, mas com olhar piedoso. A correria começou. A Sra. Frigda não estava, então as mulheres da cozinha vieram correndo socorrer a pobre garota que estava jogada no chão.
Eu levantei. Não agüentava mais ver aquela cena ridícula. Se aquele ódio não era meu, por que eu fiz aquilo? Entrei em sua mente, ressuscitei as lembranças mais dolorosas e agora Jessica estava desmaiada no chão do refeitório. Por minha culpa.
Subi as escadas, passei pelos corredores e logo encontrei umas três meninas alegres, conversando e rindo sem motivo algum. Então uma alegria estranha, mas divertida logo tomou conta de mim. O assunto se tornou interessante e minhas novas melhores amigas eram muito mais divertidas que todas as outras que eu nunca tive.
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Anoiteceu. Logo o quarto começou a ficar cheio de garotas faladeiras, fofocando. O assunto, é claro, era Jessica.
- Nunca vi algo parecido...
- Disseram que ela não se lembra de nada do que aconteceu.
- Aposto que ela fingiu tudo isso... Essa menina adora aparecer!
E as palavras começaram a ficar sem sentido algum. Eram apenas palavras avulsas, sendo jogadas pelo ar.
E lá estava eu, sentada de novo naquela grande rocha plana. O lugar era fechado, mas ao mesmo tempo ilimitado. Continuava vazio, mas novamente com algo estranho, diferente. Eu não estava sentindo nada, era como se tudo dentro de mim estivesse focalizado no ar frio daquele lugar estranho tão conhecido.
Mt bom o 2nd capitulo aguardo próximos posts, espero um dia entender essa garota...
ResponderExcluirei, bobo, não ficou ruim não! o_o
ResponderExcluirquando será que a rachel sairá desse orfanato, hein?
RACHEL PODEROSA.
ResponderExcluirTô curtindo essa menina, sério.
ADORO VILÃS.
(Em histórias, claro.............)
ELA É DO MAL
ResponderExcluirMANO QUE ISSO
ELA FAZ
NÃO..........................
PORRA. QUE D+
ResponderExcluirCAOS, SOS.