•Cé hiad féin?•
Depois de tudo o que vivi, aprendi a não confiar nos seres humanos... Ninguém é digno de confiança, acredite em mim! Mas durante os anos que passei espionando as mentes alheias, descobri que talvez existam duas pessoas nas quais você possa confiar... Dizem que tais pessoas possuem um amor inacreditavelmente incondicional... Mas eu não as conheço.
- Por favor, faça isso parar! - a mulher do rosto enrugado gritava com seu tom ridículo de dor.
- Eu já disse o que quero saber. Responda logo! - eu ouvia minha voz fria abafando os gritos da mulher, numa comunicação além do som.
Até que tudo parou.
- Olá? Quer saber sobre seus pais, querida? - a voz era a mesma, mas com um novo tom. Um grande sorriso estampava seu rosto e sua mente não sabia o que ocorrera há quase dez segundos, mas seu subconsciente assimilava minha presença à dor. Eu sorri e fiz que sim com a cabeça.
- Por favor, Sra. Frigda... Eu sei que essas informações são proibidas às crianças daqui, mas eu preciso saber. - eu sorri ao sentir a informação se aproximando.
- Não há problema algum em te contar sobre isso, não é? O que você poderia fazer?
- Nada, é claro. É só uma questão de curiosidade.
- Ainda me impressiono com sua educação, Srta. Blugg. Tens um modo tão carinhoso, mas ao mesmo tempo tão adulto, pra uma criança de 10 anos...
Blugg... Então esse era meu sobrenome! Rachel Blugg. A informação principal se aproximava na mente dela e me davam detalhes aos poucos, sem que eu sequer entendesse por quê... Eu sabia que nem todos podiam fazer o que eu fazia e que tinha algo a mais para que eu entendesse.
- Bem, sobre seus pais... - a Sra. Frigda continuou - Nós aqui no orfanato não guardamos informações dos pais, infelizmente. Mas me lembro de quando você chegou... A garotinha ruiva, de olhos claros... É claro que lembro! Nunca tive uma visão tão bonita. E não parecia só a visão, meus problemas me deixaram, naquele dia, e em seu lugar apareceu uma alegria enorme, sem motivo algum, só por olhar seus olhos... - e então sua expressão mudou, como uma espécie de dó - Mas seus pais pareciam sofrer... Eles não pareciam necessitados, como os das outras crianças, mas estar com você era como um sofrimento a eles...
- Então você não tem os nomes deles? - eu cortei seu assunto irritante sobre como meus pais resolveram me largar naquele lugar fodido.
- Infelizmente não. Desculpe.
- Então esqueça que tivemos essa conversa. Eu nunca estive aqui, você entendeu? - minha voz estava de novo além da comunicação sonora.
- Rachel! - gritou uma Sra. Frigda irritadíssima - O que a senhorita está fazendo por aqui a uma hora dessas? Vá para seu quarto imediatamente! - seus olhos ardiam de raiva e estresse.
Eu saí dos corredores e corri até meu quarto. Muitas garotas estavam fazendo piadinhas ridículas e contando o quanto estavam apaixonadas por um moleque qualquer. Minha presença sequer foi notada, como se eu estivesse ali há algum tempo. Ou como se nunca as tivesse conhecido. Deitei em minha cama, peguei um livro qualquer e comecei a ler, até que as luzes começaram a desaparecer, aos poucos, num sonho imerso em solidão que fazia com que eu me sentisse cada vez mais distante.
Era um lugar frio, sem portas nem janelas. Não havia campo, não havia árvores, havia apenas uma grande e plana rocha, onde eu estava sentada olhando fixamente pro nada. Era vazio, inexpressivo, apenas para relaxar. Eu já estive nesse lugar, em todos os meus outros sonhos, mas me sentia como se eu conhecesse aquele lugar cada vez mais, a cada noite, a cada sonho.
então ela tem poderes magicos também??????????
ResponderExcluirRACHEL É QUEM MANDA NESSE BAGULHO.
ResponderExcluirela me lembrou bastante o tio Voldy *-*
ResponderExcluirn entendi nada, serio.
ResponderExcluirLendo os comentarios lembrei de onde eu já havia visto isso HP!!kkk ela é irmã de Tom?
ResponderExcluirAdorei o nome, me lembra glee q, medo dela!
ResponderExcluirRACHEL É QUEM MANDA NESSE BAGULHO.+1
ResponderExcluirAdorei o nome, me lembra glee +1
Queero mais ++++++++ *-*